Conhecendo Milão

23 de fevereiro de 2011
Milão ou Milano foi a primeira cidade que visitamos ao chegar na Itália (o post é que chegou atrasado). Duas horinhas de trem daqui de Bologna. Chegamos sexta à noite e voltamos em um domingo (mais que suficiente para conhecer o que a cidade oferece como principais atraçõea).

Chegamos na Estação Central de Milão e de lá fomos caminhando (por opção) até a Piazza Duomo. Pelo caminho, fomos conhecendo um pouco da arquitetura da cidade que ia se tornando cada vez mais linda na medida em que nos aproximavamos do Centro Histórico.
A primeira surpresa foi quando a gente visualizou a Galeria Vittorio Emanuele II. Imponente e pretensiosamente linda! E pouco importa as grifes e lojas que existem por lá. A arquitetura é do que estou falando, a cobertura de vidro e metal, os mosaicos no chão, o charme das pinturas...

Quando chegamos até a Igreja Duomo, sentimos aquele arrepio na espinha! Qualquer descrição da beleza dessa igreja seria leviana. À noite, toda iluminada, torna-se ainda mais encantadora. É um show a parte. Só ela vale qualquer esforço de visitar Milão.

Após um lanche rápido, fomos para o hotel. Descobrimos que nem sempre dá pra confiar no Google Maps e nas descrições de localização oferecidas nos sites de hospedagem e reservas. Nosso hotel era muito longe de tudo, em um bairro afastado e nada atrativo. A  nossa sorte foi que ficamos perto do Estádio Giuseppe Meazza (ou San Siro) o que permitiu uma visita rápida ao estádio mais famoso do mundo (depois do Estádio Olímpico, sure!). Além disso, deu pra conhecer um pouco mais da cidade. Seguramente, se tivéssemos ficado no centro, só teriamos conhecido isto.

No sábado, desprendemos umas boas horas para subir na Duomo e assim visualizar mais de pertinho os pilares de estilo gótico e suas mais de 3.400 estatuetas. Pagamos 5 euros para subir. E valeu muito a pena. Muito mesmo! Além da beleza da própria igreja, é possível obter uma vista privilegiada do centro da cidade e, até, dos alpes italianos.

Após o passeio na Duomo, saímos caminhar pela cidade. Fomos ao Teatro Scala, ao Castello Sforzesco, ao Parque Sempione... vimos a estátua de Da Vinci, o Palazzo Reale, o Palazzo della Ragione...

Agora, o que mais valeu a pena foram as exposições. Para nossa sorte, pudemos ver a Mostra “Salvador Dalì. Il sogno si avvicina“, no Palazzo Reale e a Mostra “Caravaggio. Una mostra impossibile”, no Palazzo della Ragione. Fiquei pensando na nossa tamanha sorte. Em que outra situação é possível ver duas obras dessa magnitude de dois grandes artistas como Dalì e Caravaggio, na mesma cidade, em um único final de semana?

Milão é uma cidade linda, cosmopolita e que sabe mesclar o ‘velho’ e o ‘novo’, tornando tudo incrivelmente atraente. Valeu a pena a visita, valeu a pena driblar o frio... Queremos voltar lá!

Dicas: 

@ Faça sua carteirinha de estudante internacional. Com ela é possível economizar em muitas das exposições e entretenimentos culturais que você decidir visitar.

@ Se informe sobre as possibilidades de deslocamento para os locais que você deseja ir. A cidade é toda coberta por rotas de metrô... você pode ir a qualquer lugar com eles. Basta um euro. Portanto, aproveite essa vantagem das cidades européias...

@ Desaprenda seus conceitos de hábitos alimentares saudáveis. Se você quer economizar na comida pra poder ver uma exposição, por exemplo, aprenda a almoçar e jantar fast food. A gente resolveu almoçar em um restaurante e saímos com os bolsos e os estômagos vazios e a consciência pesada. Os pratos são pequenos e caros. Se mesmo assim você quiser provar um prato típico milanês, escolha algum da lista do dia (que costuma ser mais barato) e se informe sobre os preços da bebida. A gente pagou 4 euros pela latinha de refrigerante... Totalmente absurdo. Prefira os locais mais afastados do centro, pois esses são mais baratos, menos movimentados e servem melhor. Ao lado do nosso hotel tinha um restaurante minúsculo, atendido pelo sorridente proprietário que era também o cozinheiro, o caixa e o garçom. Foi a melhor refeição que fizemos em Milão. Ao chegar lá, sentamos e fomos muito bem recepcionados. Pedimos o Cardápio, e ele nos disse: "Quì no se vedere niente, solo mangia". Os pratos eram feitos na hora, os ingredientes eram escolhidos de acordo com a sugestão do chef e do nosso interesse. Como era a primeira vez que estávamos em Milão, e queríamos comer uma verdadeira comida milanesa, confiamos na sugestão dele.  Um panino milanês feito na hora, com um queijo delicioso e um frango (à milanesa..), e o melhor cappuccino que nós tomamos. Tudo por 1/5 do preço dos restaurantes do centro. 

@ Aprenda a enfrentar filas com bom humor. E mais ainda. Aprenda que italianos não respeitam filas e não estão nem aí se você gosta de cigarros ou não. Eles furam filas e fumam na fila... o que significa que você pode passar 3 horas esperando para ver Salvador Dalì, vendo a galera entrando na sua frente e fumando, fumando e fumando. Foi o que aconteceu com a gente. E certamente será assim com quem for se aventurar a entrar numa coda di ragazzi italiani.

Galeria Vittorio Emanuelle II

Igreja e Piazza Duomo


Sentados na Boca de Dalí

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